Mais uma peça que acabei de juntar ao meu espólio. Este belo postal de 1950 retratando a imagem de Santo António com bastão e banda de oficial, existente na igreja com o mesmo nome com a invocação de padroeiro do regimento de Lagos, já foi por mim citada esta imagem e a referida igreja bem como o museu anexo numa das peregrinatio...
Seja bem vindo se vier por bem!
----------------------------------------------------------------------------Breve do El Mano---------------------------------------------------------------- Seja bem vindo se vier por bem! Este é um pequeno Museu virtual que decidi criar no ínico de 2011, essencialmente dedicado á vida e á preservação da memória de Santo António. As peças que aqui irá visualizar são na sua grande maioria dedicadas ao seu culto e devoção. Desde há alguns anos que venho a juntar e a colecionar todo o tipo de peças e memórias sobre "Il Santo". Espero que seja do seu gosto caríssimo visitante, que aprecie tanto quanto eu esta sua visita e demore o tempo que desejar... Boa visita El Mano Del Tajo "Ars Longa, Vita Brevis!
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sexta-feira, 1 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Tenente-Coronel do Exército Português e Herói Condecorado da Guerra Peninsular...
Na capela de Nossa Senhora da Vitória da cidadela de Cascais venera-se uma imagem de Santo António, ostentando a Cruz de Ouro das Campanhas da Guerra Peninsular e um manto com o distintivo de granadeiro.
Não vá supor-se que se trata de fantasia de qualquer devoto que, saindo da vulgaridade, cumprisse promessa feita, adornando a imagem do Santo com insígnias militares lavradas em oiro fino.
Santo António tem um posto elevado no Exército Português. É tenente-coronel.
O glorioso taumaturgo nasceu em Lisboa aos 15 de Agosto de 1195.
Fernando de Bulhões - que viria a ser o grande Santo António - tinha sangue real e descendia duma nobre família de guerreiros. É certo que o Santo, entregue desde a mais tenra idade à vida religiosa, nunca pegara numa espada, nem sentira o peso duma armadura.
Portanto, quem poderia prever que o pacífico Santo António de Lisboa, após uma penosa existência de sacrifício, sempre metido numa piedosa humildade, a pregar aos ímpios a palavra de Deus, viria a ser um santo guerreiro como S. Tiago ou S. Jorge ?
Saiba-se, no entanto, que em 24 de Janeiro de 1688, um alvará de D.Pedro II dava Santo António como tendo assentado praça no 2º regimento de infantaria de Lagos.
Quinze anos depois, o Santo era promovido ao posto de capitão, como consta dos respectivos registos. A devoção dos soldados pelo glorioso taumaturgo era tão fervorosa, que nas casernas do quartel não havia caixa nem mochila que não tivesse a imagem de Santo António.
Este culto arreigou-se tão profundamente, que depressa chegou a Cascais, entrando no quartel de infantaria nº 19.
Santo António foi herói da Guerra Peninsular. Tendo acompanhado aquele regimento, tomou parte em todos os combates desde 1810 a 1814.
Dele nos fala o major Augusto Carlos de Sousa Escrivanis, governador da Praça de Cascais, nas « Investigações Históricas do Regimento de Infantaria nº 19».
Depois de descrever a acção do Santo na batalha do Buçaco, travada a 27 de Setembro de 1810, no assalto a Badajoz, nas batalhas da Vitória e em muitas outras, o major Escrivanis narra o projecto concebido pelos mais arrojados soldados francese de aprisionar Santo António. Os franceses conseguiram o seu objectivo, mas uma vez conhecida a prisão o regimento 19 de infantaria cai como se fosse uma avalancha monstruosa sobre os franceses. Momentos depois o prisioneiro era libertado. E a força poderosa que produziu tantos heroísmos dimanou, sem dúvida, de Santo António.
Conta ainda o mesmo ilustre oficial que, em dias de exercícios, o Santo era levado para o pote de água e, ao primeiro toque para formar o regimento, as praças bradavam : « Abona Santo António de Cascais ». Chovendo, não havia exercício, e o Santo era tirado da água e muito festejado.
Não há nisto sombra de irreverência. O culto do taumaturgo não saía diminuído destas usanças ingénuas. O certo é que, sem a imagem de Santo António, o regimento de infantaria nº 19 não teria levado tão longe a sua temeridade. Sentindo-se guiados e protegidos por tão prodigioso comandante, os soldados de Cascais sentiam-se capazes de enfrentar todos os perigos e desafiar a própria morte.
Após a Guerra Peninsular, quando se premiava os feitos dos mais denodados combatentes, Santo António não podia ficar esquecido. Além da honrosa condecoração da Cruz de Oiro nº5, comemorativa da campanha, foi promovido, por distinção ao posto de tenente-coronel.
A corte portuguesa encontrava-se, nessa altura, no Brasil, mas isso não impedia que Santo António obtivesse a sua justa promoção. Mesmo no Rio de Janeiro, o Príncipe Regente assinou o decreto que o elevou ao posto de tenente-coronel de infantaria.
in a revista "A Esfera de Agosto" de 1944
General Kaúlza de Arriaga
Não vá supor-se que se trata de fantasia de qualquer devoto que, saindo da vulgaridade, cumprisse promessa feita, adornando a imagem do Santo com insígnias militares lavradas em oiro fino.
Santo António tem um posto elevado no Exército Português. É tenente-coronel.
O glorioso taumaturgo nasceu em Lisboa aos 15 de Agosto de 1195.
Fernando de Bulhões - que viria a ser o grande Santo António - tinha sangue real e descendia duma nobre família de guerreiros. É certo que o Santo, entregue desde a mais tenra idade à vida religiosa, nunca pegara numa espada, nem sentira o peso duma armadura.
Portanto, quem poderia prever que o pacífico Santo António de Lisboa, após uma penosa existência de sacrifício, sempre metido numa piedosa humildade, a pregar aos ímpios a palavra de Deus, viria a ser um santo guerreiro como S. Tiago ou S. Jorge ?
Saiba-se, no entanto, que em 24 de Janeiro de 1688, um alvará de D.Pedro II dava Santo António como tendo assentado praça no 2º regimento de infantaria de Lagos.
Quinze anos depois, o Santo era promovido ao posto de capitão, como consta dos respectivos registos. A devoção dos soldados pelo glorioso taumaturgo era tão fervorosa, que nas casernas do quartel não havia caixa nem mochila que não tivesse a imagem de Santo António.
Este culto arreigou-se tão profundamente, que depressa chegou a Cascais, entrando no quartel de infantaria nº 19.
Santo António foi herói da Guerra Peninsular. Tendo acompanhado aquele regimento, tomou parte em todos os combates desde 1810 a 1814.
Dele nos fala o major Augusto Carlos de Sousa Escrivanis, governador da Praça de Cascais, nas « Investigações Históricas do Regimento de Infantaria nº 19».
Depois de descrever a acção do Santo na batalha do Buçaco, travada a 27 de Setembro de 1810, no assalto a Badajoz, nas batalhas da Vitória e em muitas outras, o major Escrivanis narra o projecto concebido pelos mais arrojados soldados francese de aprisionar Santo António. Os franceses conseguiram o seu objectivo, mas uma vez conhecida a prisão o regimento 19 de infantaria cai como se fosse uma avalancha monstruosa sobre os franceses. Momentos depois o prisioneiro era libertado. E a força poderosa que produziu tantos heroísmos dimanou, sem dúvida, de Santo António.
Conta ainda o mesmo ilustre oficial que, em dias de exercícios, o Santo era levado para o pote de água e, ao primeiro toque para formar o regimento, as praças bradavam : « Abona Santo António de Cascais ». Chovendo, não havia exercício, e o Santo era tirado da água e muito festejado.
Não há nisto sombra de irreverência. O culto do taumaturgo não saía diminuído destas usanças ingénuas. O certo é que, sem a imagem de Santo António, o regimento de infantaria nº 19 não teria levado tão longe a sua temeridade. Sentindo-se guiados e protegidos por tão prodigioso comandante, os soldados de Cascais sentiam-se capazes de enfrentar todos os perigos e desafiar a própria morte.
Após a Guerra Peninsular, quando se premiava os feitos dos mais denodados combatentes, Santo António não podia ficar esquecido. Além da honrosa condecoração da Cruz de Oiro nº5, comemorativa da campanha, foi promovido, por distinção ao posto de tenente-coronel.
A corte portuguesa encontrava-se, nessa altura, no Brasil, mas isso não impedia que Santo António obtivesse a sua justa promoção. Mesmo no Rio de Janeiro, o Príncipe Regente assinou o decreto que o elevou ao posto de tenente-coronel de infantaria.
in a revista "A Esfera de Agosto" de 1944
General Kaúlza de Arriaga
domingo, 13 de março de 2011
Peregrinatio Antoniana...pelo Sul..."marchamos" até Lagos!!!!
Volto aqui a falar sobre o alistamento militar do nosso Santo. Desta por terras dos Algarves, mais precisamente na praça do regimento de Infantaria de Lagos. No Museu Municipal Drº Jose Formosinho, naquela localidade, anexo á Igreja de Santo António dos Militares ( ...dos militares...pois era pertença desse regimento e que tinha o dever de a manter). Podemos admirar a imagem (que vou aqui colocar) que serviu nesse regimento do qual era seu patrono, seguindo á semelhança de uma outra imagem, durante as campanhas da Guerra Peninsular os seus camaradas de armas, a mesma ostenta a banda de oficial e um bastão de comando. Essa imagem como já o referi encontra-se no Museu anexo á Igreja. Imagem esta com direito ao devido soldo de militar...
(imagem existente no Museu de Lagos com altar de campanha, banda de oficial e bastão de comando)
Contra os canhões, marchar, marchar...
E com a ajuda de Santo António não há que recuar!!!
BUMM!!!!
(resgisto azulejar da imagem do Santo que se venera na igreja do regimento)
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